Data Gaudium
O núcleo de inteligência da Gaudium, responsável por levantar, analisar e divulgar dados estratégicos sobre mobilidade urbana e delivery no Brasil.
Plataforma Machine
Software white-label usado por aplicativos de transporte e entregas em todo o país.
Escala Nacional
Mais de 120 milhões de corridas e entregas realizadas anualmente com tecnologia Machine.
Análise das Motos Mais Usadas
Período Analisado
1º a 31 de janeiro de 2026
Foco da Análise
Entregas finalizadas por modelo de moto
Diversidade da Frota
765 modelos distintos com ano, 103 sem distinção de ano
Ranking Geral: Top 5 Modelos
CG 160 como padrão da categoria
A CG 160 domina o top 5 em diferentes anos, indicando a preferência dos entregadores.
Frota diversa
Mesmo o modelo mais usado fica abaixo de 4% das entregas, sugerindo grande diversidade de motos.
Mottu ganha espaço
A presença da Mottu Sport 110i aponta expansão de aluguel/assinatura, reduzindo a barreira de entrada para entregadores.
Ranking Geral: Top 5 Modelos
Forte concentração na linha CG
Essa linha soma mais da metade de toda a distribuição. E o modelo CG 160 sozinho representa uma em cada quatro entregas feitas.
Efeito “acúmulo”
Os modelos do ranking têm muitos anos de fabricação, o que aumenta o estoque circulante. Por isso, aparecem com força nesse ranking.
Ranking Geral: Top 5 Marcas
Domínio absoluto da Honda
A Honda concentra três quartos de toda a participação, evidenciando um nível de hegemonia raro no mercado. Esse desempenho foi muito impulsionado pela força da linha CG.
Modelos fortes
A presença da Factor e da Mottu Sport 110i ajuda a explicar o peso de Yamaha e TVS no ranking de marcas, puxadas por modelos específicos com alta participação nas entregas.
Distribuição por Ano de Fabricação
Concentração recente
Os anos 2024 (11,40%), 2025 (10,27%), 2023 (8,67%) e 2022 (6,29%) juntos somam 37% das entregas, indicando forte peso de motos novas na operação.
Anos entre 2010 e 2015 mantêm relevância
Motos fabricadas entre 2010 e 2015 seguem com percentuais sólidos (em geral 3% a 5% por ano), indicando que essa faixa ainda representa uma fatia importante das entregas.
Queda gradual
Apesar de percentuais bem menores, ainda há solicitações envolvendo motos de décadas passadas. Isso demonstra que parte da frota brasileira permanece ativa por mais de 20 ou 30 anos.
Análise por Categoria
Urbana: 90,94%
Aventura: 8,7%
Esportiva: 0,1%
Entre as motos usadas, predominam os modelos urbanos; apenas uma parte bem menor é composta por motos de aventura, enquanto as esportivas praticamente não aparecem nesse uso.
Metodologia de Categorização
Análise por Motorização
A Gasolina/Flex: 99,98%
Elétrico: 0,02%
A baixa participação se deve principalmente ao alto custo de aquisição, à preocupação com a autonomia para uso intenso e à pouca oferta de modelos elétricos adequados às necessidades diárias.
O predomínio das motos a combustão evidencia a configuração tradicional da frota atual, enquanto a presença ainda tímida das elétricas revela um grande espaço para expansão. Contudo, a adoção de motos elétricas ainda enfrenta barreiras relevantes, como custo inicial, disponibilidade de infraestrutura de recarga/troca de baterias e limitações de autonomia para longas jornadas de entrega.
Conclusões
Domínio da Honda
A Honda concentra três quartos da participação entre as motos analisadas, desempenho fortemente impulsionado pela força da linha CG.
Frota Jovem
Com maior participação em 2025 e 2024, os dados mostram um mercado altamente renovado, marcado pela entrada constante de motos mais novas nas solicitações.
Preferência por Motos Urbanas
O mercado é amplamente guiado pela categoria Urbana, que concentra quase todo o uso, enquanto as demais categorias aparecem apenas de forma secundária.
Predominância Total dos Modelos a Gasolina/Flex
As entregas são realizadas quase exclusivamente por motos a gasolina/flex, enquanto os modelos elétricos seguem com presença apenas simbólica no segmento.